Por uma vida com mais “E se?” e menos “Ah, não!”

Tempo de leitura: 5 minutos

vingadores hulk stark e se what ifPor Eduardo M. R. Lopes

Assistia ao filme “Vingadores II: Era de Ultron”, quando numa cena apareceu o Tony Stark (Homem de Ferro) tentando convencer o Bruce Banner (Hulk) a testar uma nova forma para ver o que acontecia. O Bruce não concordou, dizendo que já chegava de “e se (what if)?” por conta dos últimos problemas que eles tiveram, e aí o Stark retruca dando o cheque mate com a frase acima: o “se” é a essência do nosso trabalho.

No caso deles, que são cientistas, de fato o “e se?” é a essência de todo o trabalho, mas isso não deveria ser exclusividade deles – muito pelo contrário! Na verdade, essa perguntinha mágica é praticamente a essência da vida, uma vez que a partir dela é que tudo o que conhecemos começou a ser combinado para criar coisas novas – e isto se aplica a tudo em todas as esferas. O Murilo Gun, por exemplo, que possui um curso sensacional (e que estou fazendo) de reaprendizagem criativa – lembra daquela criança de imaginação fértil e quase infinita que todos nós já fomos um dia? – além de defensor da combinatividade em nível hard(work, papai! :-D), também considera o “e se?” como uma das ferramentas mais poderosas de transformação, de descobertas e também de reativação da imaginação, uma vez que mantém o nosso cérebro em estado permanente de ebulição para descobrir novas respostas e caminhos. Entretanto, escolher e pôr em prática as respostas dá (muito) trabalho e, dependendo dos desafios que estamos enfrentando, tendemos inconscientemente a navegar muito mais no mar do “ah, não!” do que no “e se”, desperdiçando oportunidades e delegando a nossa felicidade sempre para os outros, esperando que eles resolvam os nossos problemas (e os problemas do mundo) e nos façam felizes.

Na minha vida mesmo tive muitos exemplos de “ah, não!” (e hoje me arrependo de muitos), que de certo modo acabaram me bloqueando, e outros “e se” (despretensiosos e sem esta consciência de criação que tenho hoje) que me abriram portas e me ensinaram várias habilidades que à época um sujeito tímido como eu nem sonhava em desenvolver. Por exemplo, há 16 anos nos primórdios da internet, frequentava o Fórum da revista Placar e fui convidado por um dos outros participantes a escrever um artigo semanal sobre o Vasco (não necessariamente sobre futebol) e ajudá-lo na atualização de um novo site que ele estava montando. Não sabia nada de site, mas como achava que gostava de escrever, avaliei “e se” e fui em frente. Aprendi um pouco de programação para auxiliar na atualização e então criamos o CASACA! , que foi o primeiro site não oficial de clube a ter 7 colunistas fixos com artigos diários, onde escrevi mais de 300 artigos e tive até uma lista própria (no bom e velho yahoogroups) com quase 2.000 assinantes! E como uma coisa puxa a outra, por conta desta experiência fui convidado pela UFF (onde me formei) a dar algumas aulas (repito: sou tímido) para turmas de graduandos em administração sobre “essa tal de internet” e, numa delas, descobri que um dos alunos (grande Eduardo Maganha!) era um dos nossos “sócios” no site e que só conhecia por e-mail. Então veio o convite para montarmos o site oficial do Vasco, mergulhando (literalmente) no dia-a-dia do clube, e com outro “e se”, desta vez mais corajoso, terminei como apresentador (já falei que sou tímido?) do programa semanal Casaca no Rádio, que na época ia ao ar às segundas-feiras das 20h às 22h na Bandeirantes AM 1360/RJ, até me mudar para São Paulo, quando fui assumir uma avalanche de novos desafios e saí desta linha de frente. Ou seja, com um simples “e se” aprendi um pouco de programação (fundamental na época), comecei a desenvolver as habilidades de escrita (que se tornou minha paixão), perdi o medo de falar em público (e descobri que gosto de dar aulas e palestras), desenvolvi a habilidade de comunicação e “sangue-frio” ao fazer os programas ao vivo entrevistando jogadores, dirigentes e técnicos, e também comecei a desenvolver a capacidade de pensar rápido,  de improvisar e de montar planos B e C quando os entrevistados não evoluíam os assuntos ou faltavam, ou ainda quando pauta não cobria as 2 horas de duração do programa.

De lá para cá muita coisa mudou e, por conta dos novos desafios, continuei instintivamente emitindo muito mais “ah, não!” do que “e se”, abortando outros tantos planos na minha vida até que o “E SE retomasse alguns sonhos?” voltou com força total e hoje estou bastante feliz produzindo conteúdo neste blog e escrevendo meu primeiro romance (entre outras coisas). E onde tudo isso irá chegar?, você irá me perguntar, e a resposta é que ainda não tenho certeza, mas continuo fazendo como o Tony Stark e o Murilo Gun – colocando efetivamente e conscientemente o “e se” em todas as coisas no meu dia-a-dia e avaliando as (tantas) novas possibilidades que como “mágica” (mas não é) começaram a aparecer na minha frente, pois realmente é impressionante como uma simples pergunta consegue abrir tantos caminhos – o desafio, então, passa a ser escolher e fazer acontecer, mas isso aí será papo para um novo artigo.

Mas, e VOCÊ? Daqui a um ano o quê estará fazendo, o quê terá descoberto e aonde estará se começar a incluir mais o “e se?” no seu dia-a-dia HOJE e menos “ah, não!”? Experimente e compartilhe sua experiência conosco, ok?

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