Apresentando o resumo e o primeiro capítulo do livro

Tempo de leitura: 6 minutos

Por Eduardo M. R. Lopes

Conforme havia prometido na semana passada, para começar a saciar a ansiedade dos amigos e fiéis leitores do blog disponibilizarei agora o resumo e o primeiro capítulo deste livro que dá início à trilogia “Se esquecer seu coração lá em casa, não o devolverei!”, que será lançado no próximo dia 28/01/17.

Espero que gostem e fiquem à vontade para comentar e compartilhar, ok?  ;-D)

Resumo

Em algum momento da vida, todos acabarão experimentando um dos seguintes sentimentos, que poderão durar dias, meses ou até anos:

– Infelicidade no amor;
– Infelicidade no trabalho;
– Sentir-se perdido, sem rumo.

E com o Pablo não foi muito diferente, mas talvez a grande diferença é que todos eles aconteceram ao mesmo tempo.

Apesar de todo o sucesso profissional alcançado de forma rápida numa empresa multinacional, este jovem solteiro de 30 anos que sonhava acordado com um amor platônico e que tinha um filho distante de um breve relacionamento na adolescência, deu-se conta do quão infeliz e vazia era a sua vida até então, vivendo sob as amarras invisíveis que o mantinham dentro de um círculo vicioso que o impediam de ser feliz.

Ao longo das 72 horas que transformariam para sempre o seu mundo, ele toma uma atitude e dá início a uma nova jornada enfrentando os seus fantasmas internos, reconectando-se com o filho e com os poucos que ainda lhe queriam bem, e com as atividades que começariam a dar um novo sentido à sua vida.

Afinal, nunca é tarde demais para se redescobrir o que é o amor e ter a certeza de que sem ele, mesmo com tudo o que conquistemos, nunca nada seremos.

Obs. Esta jornada faz parte da trilogia “Se esquecer seu coração…” e este é o primeiro livro da série.

Capítulo I

Seus olhos azuis sorriem para mim como nunca sorriram antes – tão azuis que ofuscam o azul infinito do céu que se abre atrás de ti. Deitado de costas para o chão não consigo ver o sol, mas sinto-o aquecendo meus cabelos assim como você aquece o meu coração. Nem o sol e nem os girassóis mais belos, que nos rodeiam no meio deste imenso mar amarelo agitando suas pétalas suavemente ao sabor do vento fresco do amanhecer, não me interessam neste instante, pois a minha felicidade é azul, apenas e tão somente azul. Só esta cor é que me basta agora, porque nenhuma outra cor haverá de ser mais bela simplesmente porque não é o azul que irradia destes seus lindos olhos que insistem em sorrir para mim como nunca sorriram antes.

Sorrio também o meu melhor e mais sincero sorriso. Fecho os olhos, inebriado pelo vento que o amor sopra aqui no meio deste grandioso mar de girassóis. Inspiro. Expiro. Inspiro. Expiro. Respiro bem devagar, saboreando com o nariz todas as fragrâncias que exalam deste seu corpo delicado. Agora já não sinto as minhas costas tocarem o chão, assim como você ao meu lado parece estar sentada no vazio, gravitando ao meu redor. O tempo deixou de existir enquanto suas pequeninas mãos me anestesiam ainda mais ao começarem a fazer um carinho na minha barriga, que segue subindo e descendo cada vez mais lentamente enquanto que os novos ares enviados por ti são recebidos e renovados nos meus pulmões. Seus dedos vão se alternando ao tocarem de leve o meu corpo, e vão subindo devagar pelo meu peito até acariciarem por completo os meus cabelos. Não vejo, pois não consigo e nem quero abrir os olhos, mas sei que seus lindos olhos azuis fitam cada centímetro do meu rosto, como que se escolhessem pacientemente o próximo ponto a ser acariciado. Não, não precisa ter pressa, pois temos todo o tempo do mundo. Só nós e os girassóis. Você não me toca mais com as suas pequeninas mãos, mas agora já sinto seu nariz esbarrar de leve na minha bochecha – tão de leve que pareceu quase que foi sem querer. E aí novamente ele esbarra de leve no meu nariz, toca o meu lábio superior e se arrasta docemente até chegar ao meu queixo. Sinto cócegas e me sinto indefeso, mas não tenho forças sequer para abrir os olhos. Você comanda o show e eu sigo inerte, figurante dos seus desejos.

Quente. Molhada. Sua língua comprida acha o meu pescoço e todo o meu corpo fica ainda mais arrepiado. E ela não para. Quente e cada vez mais molhada. Como se meu rosto estivesse completamente lambuzado de mel, sua língua segue lambendo todos os poros do meu corpo que ela consegue encontrar pelo caminho – do pescoço à orelha, passando pela bochecha, pela boca, e voltando para a bochecha, deixando um rastro de sua mais gostosa saliva. Cada vez mais quente e cada vez mais molhada. Da orelha para a boca, passando pela bochecha, e voltando para a orelha. Sem parar. Quente. Molhada. Subitamente meu braço ganha forças e assim consigo agarrar com a mão o seu pescoço, trazendo desesperadamente sua boca de encontro à minha para encontrar logo aquela língua que havia entorpecido de prazer todo o meu corpo e a minha alma. O tempo e o mundo, que já estavam parados, deixaram de existir. Só restou a sua doce e grande língua quente e molhada. Quanto mais a minha língua tocava a sua, mais vontade tinha de tocá-la novamente. Sem parar. Meus dois braços logo ganharam vida própria e, num movimento sincronizado e automático, na ânsia de te ter cada vez mais próxima de mim, lançaram-se em busca do seu corpo como quem lança uma rede para o mar em busca de peixes. Não acharam. Apenas a minha língua não se desgrudava da sua – tão unidas que pareciam um só corpo. Cada vez mais quentes e ainda mais molhadas. Meus braços tentaram novamente te enlaçar, mas voltaram vazios mais uma vez. Desesperado, abri os olhos para que meus braços pudessem finalmente dar o bote certeiro em seu corpo esguio…

…mas aí Pablo cuspiu toda a saliva e a raiva que restavam em sua boca no focinho do atônito Murilo, seu pequeno cão basset dachshund, e que permanecia sentado sobre o seu peito sorrindo com a língua para fora até ser arremessado sem dó para o chão. O cãozinho ainda deu duas piruetas no ar antes de cair e, mesmo com aquele corpinho esguio de salsicha, conseguiu aterrissar próximo da porta de entrada do quarto, aparentemente sem se machucar. Sentou-se e lá ficou olhando com cara de “ué?” para o Pablo, que agora se levantava da cama e olhava freneticamente para todos os cantos, como que para ter certeza absoluta de que não havia outra testemunha no quarto, além do inocente Murilo, que pudesse ter presenciado esta ridícula cena. E, felizmente, não havia. Eram apenas ele e o impávido Murilo – como sempre.

O dia começou bem.

(continua…)

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